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domingo, 16 de outubro de 2011

Rock and Roll - Parte 1.


Começamos com Legião Urbana. O mais correto seria dar continuidade, então, com o Rock Nacional. Ou, como preferir, o rock brasileiro. Mas antes de focar o assunto no rock do nosso país, é importante definir o rock’n’roll, que teve ínicio na década de 50, nos Estados Unidos, oriundo, primordialmente, do blues (música negra) e da country music (música branca). Da fusão do blues original com os ritmos mais dançantes dos brancos surgiu o rhythm and blues, que levou a música negra ao conhecimento da maior parte da população. E uma das características mais importantes desse novo estilo, eram o acompanhamento de guitarra elétrica, bateria e baixo.
No início da década de 50, com o final da Segunda Guerra Mundial e da Guerra da Coréia, os Estados Unidos despontavam como grande potência mundial. Mais do que em qualquer outro momento da história era incentivado o gozo da vida, marcada que estava a sociedade pelos anos de sofrimento da guerra. Com o anúncio da explosão de bombas atômicas pela União Soviética e um possível "fim do mundo" a qualquer momento, a ordem geral era aproveitar cada momento como se fosse o último. Assim os jovens brancos em grande parte se negavam a consumir a música normalmente consumida pela maioria branca. Começaram a buscar na música dos guetos algo diferente. A aceitação deste tipo de música pelo público de maior poder aquisitivo levou a incipiente indústria fonográfica da época a investir na evolução do estilo e procura e contratação de novos talentos. Uma outra grande revolução de costumes estava em curso. Sexo deixava de ser tabu e passava a ser considerado diversão (tanto para o homem como para as mulheres). A mistura explosiva da empolgante música negra com o consumismo branco adolescente havia sido feita. A explosão era questão de tempo.
O "inventor" do termo rock and roll e grande responsável pela difusão do estilo foi o radialista Allan Freed, que primeiro captou e investiu na carência do público jovem consumista por um novo tipo de música mais energética e primeiro percebeu o potencial comercial da música negra. O termo rock and roll era uma gíria dos negros americanos, referente ao ato sexual, presente inclusive em muitas letras de blues. Allan Freed foi o responsável por usar o nome sonoro para denominar o novo estilo musical em que estava investindo.
Desde sempre o rock gerou polêmica, seja por causa da simplicidade de suas estruturas musicais, da atitude transgressiva de seus executores ou da pretensa rebeldia que de seus fãs emana. Independente dos motivos, o rock’n’roll não deixa de ser um assunto amplo e complexo, defini-lo em um único post é tarefa impossível! Para que você se sinta mais por dentro do assunto e tenha ideia exata do que estamos falando, se faz necessária uma audição cuidadosa de clássicos como: Roll Over Beethoven, Help!, Satisfaction, Stairway To Heaven, Great Balls Of Fire e Rock’n’Roll All Nite. Sendo assim, no decorrer da semana, o tema do “Sem Conceito” será o rock’n’roll, suas fases e sub-estilos.

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