Anos 60:
A primeira fase chega ao fim. Allan Freed é processado e condenado por ter recebido pagamentos em troca da execução de determinadas músicas em seus programas. Alegava-se que as suas atitudes anti-éticas haviam sido responsáveis pelo sucesso do rock and roll. Allan Freed após a divulgação deste escândalo foi obrigado a se retirar da atenção do público.
Mas enquanto o rock declinava sensivelmente no seu país de origem, do outro lado do Atlântico, na Inglaterra, o interesse pelo rock and roll crescia ainda mais. Billy Furry foi o primeiro artista de rock inglês a ter alguma repercussão nos Estados Unidos. Na cidade de Liverpool estava tomando forma um movimento cultural que tomou o nome de um fanzine musical local, Mersey Beat. Entre as bandas locais já destacavam-se os Beatles.
Em oposição ao rock da década de 50, começaram a surgir nos Estados Unidos artistas mais preocupados em passar mensagens importantes através da música. Com base na música folk surgiam artistas como Bob Dylan e Joan Baez. O movimento intelectual chamado de Beatnik foi de grande importância na formação deste novo estilo. O Beat era caracterizado pela valorização da individualidade, do livre arbítrio, da experimentação e da mudança, em contradição à manutenção dos antigos valores considerados importantes pela burguesia. Rapidamente a música folk e principalmente Bob Dylan seriam taxados de comunistas e degenerados, o que obviamente atraiu a atenção do público jovem e aumentou o apelo do novo estilo.
Na Inglaterra, contratados por George Martin da EMI, em 1963 os Beatles já eram um sucesso sem precedentes. Para a época, era novidade que fossem os próprios membros da banda responsáveis por grande parte de suas composições. Com um cover de Come On (música de Chuck Berry) estreava também na Inglaterra, ainda sem grande repercussão, a banda Rolling Stones.
A partir de 1965, com a banda Yardbirds e The Who, o rock começava a ganhar uma agressividade inédita, com guitarras mais distorcidas e mais amplificação.
As drogas não mais eram apenas consumidas para eliminar o cansaço, mas sim para buscar prazer e estados alterados de percepção. A música da época foi fortemente influenciada por drogas como LSD, seja porque era composta sobre seu efeito ou porque era composta de maneira a simular ou tentar ampliar seus efeitos. O novo tipo de música foi chamado de psicodélico.
Sobre o efeito de LSD os Beatles gravaram o que possivelmente foi o álbum mais revolucionário da história do rock, Sht Peppers’ Lonely Hearts Club Band, em 1967.
Para muitos Sgt Peppers é considerado o nascimento do rock progressivo. Divide esta glória a banda Pink Floyd, que havia ficado famosa pelas suas performances audiovisuais no underground londrino, capitaneada pelo gênio movido a LSD de Syd Barret.
Jimi Hendrix seria uma outra grande revelação de 1967, criando uma nova sonoridade e ampliando definitivamente o papel e os recursos da guitarra elétrica no rock.
Baseados na agressão e na liberdade (sexual e de experimentação) herdada do pensamento beat, surgia nos Estados Unidos o movimento hippie. São marcos da época as flores no cabelo, os cabelos longos e as comunidades alternativas.
Em 1968 com o final da banda Yardbirds Jimmy Page forma o New Yardbirds logo renomeado para Led Zeppelin, ao mesmo tempo em que o Cream alcançava um merecido sucesso. Uma outra banda de hard rock, Sttepenwolf, na música Born To Be Wild, cunhava pela primeira vez o termo ‘heavy metal’.
O hard rock iniciava seu período de apogeu ao mesmo tempo em que os clássicos como Beatles e Pink Floyd, passavam por problemas de convivência cada vez maiores.
Com bandas de músicos virtuosos como Pink Floyd, Led Zepellin, Cream, Jethro Tull e Deep Purple, associados aos trabalhos cada vez mais elaborados de bandas antigas como os Beatles e o The Who, a simplicidade característica do rock dos primeiros tempos havia sumido.

Nenhum comentário:
Postar um comentário